Quem dá emprego ao bichão?
Se o "inimigo" não perde tempo para influenciar vidas, há vidas que não perdem tempo para obedecer, — o bichão só trabalha porque tem emprego.
Ele não te obriga a fazer nada que, lá no íntimo você não queira, — você faz porque existem, em você, armas com potencial para serem utilizadas a favor daquilo que lhe é ofertado.
Não coloque a culpa dos seus erros no tal do "inimigo".
Eu sei que a luta não é contra a carne, mas contra principados e potestades. Mas sei também que cada um é responsável pelos próprios atos e pelas escolhas que faz.
Nem tudo é o inimigo.
Às vezes, o maior inimigo que precisamos vencer somos nós mesmos: a nossa vaidade, as nossas vontades, o orgulho, a inveja, a necessidade de ter razão, a procrastinação e tantos outros comportamentos que alimentamos e depois tentamos atribuir a alguém.
Às vezes, a porta não foi arrombada, nós é que a abrimos com as próprias mãos.
Mas o que fazer?
Começar pela autorresponsabilidade. Parar de terceirizar para o "inimigo" aquilo que é responsabilidade nossa. Aprender que ter vontade não significa precisar obedecê-la. Nem tudo o que desejamos precisa ser feito, assim como nem tudo o que precisamos fazer será aquilo que queremos.
É preciso desenvolver o poder de decisão.
Escolher antes de agir.
Pensar antes de responder.
Parar antes de ceder.
Pensar não apenas no agora, no prazer ou no alívio momentâneo, mas também na consequência do depois.
Porque toda escolha carrega uma consequência.
É preciso discernir. Perguntar a si mesmo: isso é bom para mim?
Isso me aproxima ou me afasta de quem quero ser?
Isso produz vida ou alimenta aquilo que preciso vencer?
Estou escolhendo ou apenas obedecendo ao meu impulso?
Nem todo desejo merece ser atendido, — alguns precisam ser compreendidos. Outros, confrontados. E alguns simplesmente precisam ser vencidos.
Maturidade também é aprender a fazer o que precisa ser feito, mesmo quando não é aquilo que queremos fazer.
É dizer não para si mesmo quando o seu sim pode destruir aquilo que você está tentando construir.
É dizer nao quando o sim pode acabar com a vida, com o sonho de outros.
É aprender a dominar a vontade, em vez de permitir que a vontade domine você.
Porque talvez o inimigo até esteja procurando uma porta. Mas quem decide abrir ou manter fechada ainda somos nós.
E talvez uma das maiores batalhas que enfrentamos não seja expulsar alguém, mas aprender a governar a nós mesmos.
Autorresponsabilidade não é culpa, é poder de escolha.
É reconhecer: eu fiz. Eu escolhi. Eu posso mudar.
E, quando necessário, fechar a porta.
Dessa vez, com as próprias mãos.
Ele não te obriga a fazer nada que, lá no íntimo você não queira, — você faz porque existem, em você, armas com potencial para serem utilizadas a favor daquilo que lhe é ofertado.
Não coloque a culpa dos seus erros no tal do "inimigo".
Eu sei que a luta não é contra a carne, mas contra principados e potestades. Mas sei também que cada um é responsável pelos próprios atos e pelas escolhas que faz.
Nem tudo é o inimigo.
Às vezes, o maior inimigo que precisamos vencer somos nós mesmos: a nossa vaidade, as nossas vontades, o orgulho, a inveja, a necessidade de ter razão, a procrastinação e tantos outros comportamentos que alimentamos e depois tentamos atribuir a alguém.
Às vezes, a porta não foi arrombada, nós é que a abrimos com as próprias mãos.
Mas o que fazer?
Começar pela autorresponsabilidade. Parar de terceirizar para o "inimigo" aquilo que é responsabilidade nossa. Aprender que ter vontade não significa precisar obedecê-la. Nem tudo o que desejamos precisa ser feito, assim como nem tudo o que precisamos fazer será aquilo que queremos.
É preciso desenvolver o poder de decisão.
Escolher antes de agir.
Pensar antes de responder.
Parar antes de ceder.
Pensar não apenas no agora, no prazer ou no alívio momentâneo, mas também na consequência do depois.
Porque toda escolha carrega uma consequência.
É preciso discernir. Perguntar a si mesmo: isso é bom para mim?
Isso me aproxima ou me afasta de quem quero ser?
Isso produz vida ou alimenta aquilo que preciso vencer?
Estou escolhendo ou apenas obedecendo ao meu impulso?
Nem todo desejo merece ser atendido, — alguns precisam ser compreendidos. Outros, confrontados. E alguns simplesmente precisam ser vencidos.
Maturidade também é aprender a fazer o que precisa ser feito, mesmo quando não é aquilo que queremos fazer.
É dizer não para si mesmo quando o seu sim pode destruir aquilo que você está tentando construir.
É dizer nao quando o sim pode acabar com a vida, com o sonho de outros.
É aprender a dominar a vontade, em vez de permitir que a vontade domine você.
Porque talvez o inimigo até esteja procurando uma porta. Mas quem decide abrir ou manter fechada ainda somos nós.
E talvez uma das maiores batalhas que enfrentamos não seja expulsar alguém, mas aprender a governar a nós mesmos.
Autorresponsabilidade não é culpa, é poder de escolha.
É reconhecer: eu fiz. Eu escolhi. Eu posso mudar.
E, quando necessário, fechar a porta.
Dessa vez, com as próprias mãos.
— Verusca Queiroz
Escritas que abraçam a alma

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